Sem categoria

O que é Violência Obstétrica?

A violência obstétrica é considerada uma violência de gênero e consiste na prática de procedimentos e condutas durante a gestação, parto, pós-parto e abortamento, que desrespeitam e retiram a autonomia da mulher, muitas vezes sem qualquer embasamento científico. Ela pode ser física, verbal, sexual e psicológica.

Algumas condutas são tão rotineiras que a mulher sequer sabe que sofreu uma violência obstétrica. Como exemplos, podemos citar:

Episiotomia

Corte feito para “facilitar” a descida do bebê, mas que não existe nenhuma evidência científica comprovando sua eficácia.

Ponto do Marido

Após a episiotomia, é dando um ponto a mais de forma a deixar a vagina mais apertada e assim mais “prazerosa” ao homem. Muitas vezes a prática é ainda acompanhada por frases ofensivas, como “Não podemos estragar o parquinho!”.

Manobra de Kristeller

Técnica em que a barriga da mulher é pressionada durante o trabalho de parto para “ajudar” a empurrar o bebê para fora e que traz grandes riscos tanto para a mãe quanto para o bebê.

Puxos Dirigidos

Quando a mãe é orientada a fazer força no momento do expulsivo, sendo que somente ela (se não estiver anestesiada) é capaz de sentir a contração e saber qual o momento exato de fazer. Puxos dirigidos aumentam os riscos de laceração.

Posição Litotômica

Posição clássica de filme em que a mulher é obrigada a ficar deitada com as pernas para cima. Essa posição não é mais recomendada pois dificulta a passagem do bebê pela pelve da mãe.

Existem ainda muitas outras formas de violência obstétrica: impedir que a mulher tenha um acompanhante durante o trabalho de parto, recusar um pedido de analgesia, exames de toques constantes, administração de ocitocina sem uma real indicação, frases ofensivas como “Na hora de fazer o bebê não doeu né?”, entre outras.

Você também pode gostar...

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *