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Benefícios do clampeamento tardio do cordão umbilical

O momento ideal para o clampeamento é quando a circulação do cordão umbilical cessou e ele está achatado e sem pulso (ocorre normalmente 3 minutos após o nascimento).

Aproximadamente 1/4 da transferência sanguínea ocorre nos primeiros 15 a 30 segundos após a contração uterina do nascimento, entre 50 e 78% da transfusão ocorre durante os 60 segundos posteriores, e o restante até os três minutos.

Fonte: “Além da sobrevivência: Práticas integradas de atenção ao parto, benéficas para a nutrição e a saúde de mães e crianças” – Ministério da Saúde

Como benefícios para essa prática, podemos citar:

Duas fontes de oxigênio:

Facilita a transição do bebê do útero para o mundo à medida em que funciona como um sistema de apoio durante a transição gradual para a respiração pulmonar independente.

Mais sangue para o pulmão:

A maior quantidade de sangue enche os vasos sanguíneos do pulmão expandindo seus alvéolos e tornando mais fácil para o bebê efetuar a primeira respiração.

Reserva de ferro:

Com a maior transferência de ferro que ocorre, é gerada uma reserva que dura aproximadamente até os 6 meses de idade do bebê, diminuindo consideravelmente os seus riscos de anemia.

O clampeamento tardio é ainda mais importante para recém-nascidos pré-termo e/ou com baixo peso ao nascer, pois segundo a Cartilha “Além da sobreviência: Práticas integradas de atenção ao parto, benéficas paras a nutrição e a saúde de mães e crianças” do Ministério da Saúde:

  • Diminui o risco de: hemorragia intraventricular e sepse de início tardio;
  • Diminui a necessidade de: transfusão sanguínea por anemia ou baixa pressão sanguínea, sufactante e ventilação mecânica.
  • Aumenta: hematócrito, hemoglobina, pressão sanguínea, oxigenação cerebral e Fluxo de glóbulos vermelhos.

Diferente do que muitos pensam, o corte tardio do cordão pode ocorrer em cesarianas também. Caso seja do seu interesse, converse com seu pediatra e registre o seu pedido no seu plano de parto.

Meu primeiro parto, por exemplo, foi uma cesariana e o cordão só foi cortado após a placenta parar de pulsar.

Foto de Ana Kacurin

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