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Restrição de açúcar no final da gestação: trabalho de parto mais rápido e menos doloroso

Existe um estudo que foi apresentado no Siaparto 2017 por Frank Lowen chamado “Sobre Hormônios – Nutrição -Trabalho de Parto” em que ele relata que há uma relação entre o consumo de açúcar, doces e farinhas brancas e o tempo de duração e a intensidade do trabalho de parto (tp). Para entender essa relação, primeiro precisamos entender um pouco sobre como alguns hormônios atuam durante o parto.

A prostaglandina é o hormônio responsável pelo amolecimento e dilatação iniciais do colo do útero, enquanto a ocitocina é o hormônio responsável pelas contrações do útero. Esse último, portanto, ajuda a empurrar o bebê na direção do colo do útero, que se já estiver amolecido, a partir da atuação da prostaglandina, torna o trabalho de parto mais tranquilo, menos doloroso e mais rápido.

O trabalho apresentado por Frank Lowen aponta que os receptores para prostaglandina só são produzidos quando há uma baixa taxa de glicemia. Isso significa que com poucos receptores para esse hormônio, mesmo que ocorra uma produção hormonal de prostaglandina elevada, sua ação fica comprometida por não ter onde atuar. É como se existissem várias chaves, mas poucas fechaduras. Assim, o trabalho de parto tende a ser mais demorado e doloroso.

Por outro lado, quando a gestante tem uma baixa taxa de glicemia ela produz mais receptores de prostaglandinas e, consequentemente, seu parto tende a ser mais fácil, já que o colo do útero passa a responder melhor às contrações decorrentes da ação da ocitocina.

Normalmente recomenda-se a restrição de açúcar, doces e farinhas brancas a partir de 36 semanas. É importante, porém, ressaltar que isso não significa que a gestante tenha que fazer uma dieta low-carb (baixa em carboidratos) e que é sempre importante consultar seu nutricionista.

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