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Mitos de indicação de cesárea: não ter passagem para o bebê

Muitas mães são encaminhadas a uma cesárea com a justificativa de que elas não têm passagem porque suas bacias são estreitas demais ou porque seus bebês são grandes demais. De fato, existe a possibilidade RARA de ocorrer a chamada desproporção céfalo-pélvica: que é quando a cabeça do bebê não consegue passar pela pelve materna.

Em primeiro lugar precisamos entender que só dá para descobrir se existe essa desproporção ao final do trabalho de parto, portanto, não pode ser considerada como justificativa para uma cesárea eletiva. Não existe nenhum exame específico prévio que indique se a bacia da mãe terá ou não espaço suficiente para permitir a passagem do seu bebê. Até porque ela não é fixa e possui ligamentos e músculos que se amoldam e se afrouxam conforme o trabalho de parto evolui.

Em segundo lugar, essa desproporção pode ser relativa que é quando a bacia tem espaço suficiente, mas o bebê está posicionado de uma forma que dificulta sua passagem. Quando isso ocorre, existem diversas técnicas de spinning babies que podem ajudar a encaixar o bebê para que o parto vaginal seja possível. Por isso ela é chamada de relativa. Da mesma forma que explicado no parágrafo anterior, só dá para diagnosticar essa situação durante o trabalho de parto.

Por fim, mesmo que essa desproporção seja absoluta e a mulher precise ir para uma cesárea intra parto, deve-se ter em mente que todo o processo não foi em vão. Tanto a mãe quanto o bebê obtiveram os benefícios de terem sido expostos ao chamado “coquetel do amor”, que são os hormônios produzidos durante o trabalho de parto que promovem um maior vínculo entre mãe e bebê e que facilitam a amamentação.

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