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“As crianças são boas observadoras, mas péssimas intérpretes.”

A frase acima é de Rudolf Dreikurs e é repetida diversas vezes ao longo do livro Disciplina Positiva da Jane Nelsen. Ela é a justificativa de muitos comportamentos infantis considerados inadequados por parte dos adultos.

Como exemplo, podemos citar a “regressão comportamental” de muitas crianças após a chegada de um irmãozinho mais novo. É comum que um recém-nascido demande muita atenção em seus primeiros meses, porém esse é um raciocínio normal para nós, adultos, e não para eles. A criança mais velha, que antes tinha toda a atenção dos pais para si, passa bruscamente a ter que dividi-la com aquele bebê que mal chegou, se sentindo assim deixada de lado. A interpretação na cabecinha dela, quando nota quanta atenção o seu irmão mais novo recebe, é que seus pais o amam mais do que amam ela.

Na expectativa de reconquistar seu espaço junto aos seus pais, a criança mais velha acredita então que precisa agir como o bebê mais novo. Com isso, ela passa a chorar mais, pedir para mamar, pedir mais colo, fazer xixi e cocô nas calças (quando já desfraldada), etc. Comportamentos do bebê mais novo que ela percebe que ganham total atenção dos pais. Ela acredita que ao imitá-los também receberá todo o carinho que seu irmãozinho está recebendo, porém a resposta que recebe é de irritação, broncas e frustração por parte de seus pais que não compreendem o motivo de tal regressão.

Quando entendemos a razão por trás do comportamento de nossos filhos, fica mais fácil ter empatia e paciência com eles. Afinal, são em momentos assim que eles mais precisam da nossa compreensão e do nosso amor.

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