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Relato de amamentação

Apesar de a amamentação ser algo natural, ela não é nem um pouco intuitiva. É preciso informação, muito apoio, determinação, prática e paciência. Dar de mamá não deve doer. Se esse for o seu caso é necessário o acompanhamento por algum profissional para avaliar a situação. Eu, pessoalmente, fui acompanhada por duas consultoras de amamentação: a pediatra Fernanda Mosqueira e a doula Tamara Fogel.

Como já falei no meu relato de parto, o Matheus mamou desde a sua primeira hora de vida com o auxílio da pediatra e foi uma sensação maravilhosa. Só amor. Acontece que depois a gente fica sozinha né? Lembro perfeitamente de como era difícil ter que encaixar o bico do peito na boquinha dele e ainda tirar aquelas mãozinhas do meio do caminho. E isso tudo com a maior preocupação de deixar ele cair ou de “quebrar” ele. Afinal eu ainda estava, inclusive, aprendendo a ter confiança em segurá-lo no colo! Ah, e lembrando que eu passei por uma cesárea (cirurgia de médio porte), ou seja, nos primeiros dias eu ainda estava com dores e medo de me movimentar muito.

Mesmo com todas as orientações, eu acabei descuidando de prestar atenção na pega correta dele e isso acabou machucando um pouco meu mamilo esquerdo. Depois disso passei a prestar bastante atenção se ele estava com a boca de peixinho (como na última foto).

A primeira foto mostra que mesmo com dor eu não desisti de amamentar. Sim, cheguei a chorar amamentando. Minha mãe inclusive chorou comigo. Com prática, orientação e paciência eu consegui vencer todas as barreiras. Algumas dicas essenciais que eu tive nesse início foram:

1 – Evitar água quente direto no peito, pois a alta temperatura estimula a produção de leite. Como eu tinha muito, eu evitava para não ter mastite.

2 – Fazer pequenas massagens ao redor do peito para dissolver os nódulos de leite e evitar que empedrassem.

3 – Espalhar meu próprio leite materno, que tem poder cicatrizante, pelas feridas.

4 – Evitar deixar blusa/sutiã/absorvente de seio em contato direto com os mamilos quando eles estavam machucados, pois as feridas soltavam uma secreção que grudava no tecido, o que dificultava a cicatrização. Com isso, eu ficava praticamente de peito de fora o dia todo mesmo ou, então, fazia uma rosquinha com fralda de boca em volta do mamilo para não deixar ele encostar em tecido nenhum. Sim, zero glamour.

5 – Variar bastante as posições de mamada para evitar de o bebê ficar mamando sempre onde está machucado. As fotos mostram como eu procurava variar sempre.

Enfim, não foi fácil mas valeu muito a pena. Aos poucos as dores e as dificuldades passaram e o ato de amamentar se tornou um vínculo delicioso entre nós dois.

Fotos do ensaio de newborn da Clarissa Campos.

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