Sem categoria

Como definir um valor para a mesada?

Como falado em um post anterior, chega uma determinada idade, geralmente entre os quatro e seis anos, em que as crianças começam a pedir dinheiro para seus pais. Muitos começam então a se questionar sobre a possibilidade de oferecerem uma mesada e sobre quanto seria dado. É importante ter em mente que esse valor não deve ser definido arbitrariamente pelos pais e sim negociado.

Uma excelente forma de se conhecer as expectativas de nossos filhos acerca de suas necessidades sociais e de consumo é pedir para que demonstrem como pretendem gastar o dinheiro que eles têm em mente. A partir dessa proposta, é o momento de sentar e negociar com eles sobre a possibilidade do que está sendo pedido dentro da realidade da sua família. Ao fazermos essa negociação, entendemos melhor o padrão de consumo de nossos filhos ao descobrirmos o que eles entendem como essenciais e o que eles abrem mão mais facilmente. Impor um valor de mesada abaixo do padrão de consumo do meio social do seu filho pode criar uma frustrante sensação de exclusão. Ao mesmo tempo, uma mesada muito generosa pode desenvolver um comportamento desregrado e pouco responsável. Por isso a importância de se negociar um valor razoável.

Não existe uma regra padrão que defina um valor específico para cada idade, por exemplo “crianças de até seis anos devem receber até cinco reais por semana”. O valor ideal, portanto, está diretamente associado ao padrão de vida de cada família e deve ser negociado e revisto de tempos em tempos (geralmente a cada início de ano).

Por último, os filhos devem ter consciência de que o direito de decidirem sobre o que fazer com seu dinheiro é um ato de responsabilidade importante e merecido. A prática da mesada/semanada não deve ser encarada, portanto, como um presente ou como uma remuneração e, sim, como uma ferramenta importante de educação financeira. Da mesma forma, ela não deve ser usada como instrumento de chantagem por parte dos pais, tampouco como prêmio por bom comportamento, pois, caso contrário, em vez de educar nossos filhos, nós os estaríamos comprando.

Fonte das informações compiladas acima: Pais Inteligentes Enriquecem seus Filhos, do Gustavo Cerbasi.

Você também pode gostar...

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *